Tratamentos

Mamoplastia de redução e Mastopexia / Levantamento da mama

A mamoplastia de redução é uma das mais realizadas cirurgias estéticas, a maior parte das vezes com indicação não somente estética mas também terapêutica. Quantas mulheres sofrem com dores nas costas, por causa de um peito volumoso e que por falta de informação ou receio, mantêm esta situação ao longo dos anos, quando é tão simples a sua resolução. Está também indicada em casos de tratamento profilático de certas doenças da mama, reduzindo deste modo o risco de Cancro da mama. Poderá ser feita a Mastectomia subcutânea, em que a maior parte do tecido mamário é removido, seguido de reconstrução com implantes e excisão do excesso de pele. A Mamoplastia de redução é na realidade uma cirurgia de recuperação simples e com pouco risco de complicações.

Pode ser realizada no final da adolescência, quando o crescimento da mama parou. Nas pacientes obesas recomendo a estabilização do peso, de modo a que não ocorra perda de gordura após a cirurgia, pois quando tal ocorre a mama ficará mais flácida.

Nesta cirurgia reduz-se o volume da mama, o que deve ser feito tendo em conta a largura do Tórax, de modo a obter uma proporcionalidade. A consistência da mama também aumenta e a forma melhora. Existem várias técnicas, algumas específicas, para preservar a amamentação futura. Existe também opção de diferentes tipos de cicatrizes, em T invertido, I, L e periaréolar. Claro que nem sempre é possível conseguir cicatrizes reduzidas. Em mamas enormes, muito flácidas e com grande excesso de pele, terá sempre que ser realizada a técnica com cicatriz em T invertido, pois esta técnica é a que permite uma maior redução e com maior segurança.

Por vezes só é necessário remover excesso de pele com levantamento da mama, a chamada Mastopexia. As cicatrizes são idênticas, podendo ser menos extensas, se associarmos um implante mamário. Este implante vai permitir também que ao longo dos anos a mama não perca a projeção do polo superior.

A cicatriz periaréolar é a que mais rapidamente disfarça, pois fica na junção entre a pele e a aréola, seguida da cicatriz vertical. A horizontal pode levar cerca de dois anos a clarear. Claro que a evolução das cicatrizes e a estabilização de resultados é variável de paciente para paciente, tendo a ver com a elasticidade da pele, a quantidade de glândula mamária ou de gordura e a genética de cicatrização.

A forma da mama também sofre alteração após a cirurgia, assim durante o primeiro mês apresentará Edema e a forma ainda não é definitiva. Entre o primeiro e o sétimo mês vai ocorrer uma queda natural da mama, com aproximação à forma definitiva. Mas é só entre o primeiro e o segundo ano de pós-operatório que a mama adquire a sua forma definitiva. Isto se não ocorrerem alterações de peso.

A sensibilidade da pele e complexo aréolo– mamilar também sofre alterações. De início pode ocorrer hipersensibilidade dos mamilos, a qual tende a diminuir durante o primeiro ano. Mas o mais frequente é ocorrer uma diminuição de sensibilidade, que vai recuperando lentamente nos primeiros dois anos.

Antes da cirurgia devera realizar uma Ecografia mamária ou  Mamografia, consoante a idade. Todo o tecido mamário removido deverá ser analisado microscopicamente. Em raros casos, foi diagnosticado e tratado precocemente tumor da mama, na sequência de Mamoplastia de redução. De referir que após a Mamoplastia poderá continuar a realizar mamografia, tornando-se esta muito mais simples, devido ao menor volume mamário. Poderá também engravidar e amamentar se o entender. Após estabilização de resultado, a mama pode aumentar outra vez de volume, quer por aumento de peso quer por alterações hormonais, por exemplo na gravidez. Nestes casos a Mamoplastia de redução poderá ser repetida no futuro.

A cirurgia é habitualmente realizada sob sedação profunda ou anestesia geral e demora cerca de três horas, podendo em grandes reduções, as chamadas Gigantomastias, prolongar-se  até quatro horas.

Deixo sempre dreno, de modo a evitar Hematomas e as minhas pacientes ficam internadas vinte e quatro horas. Embora em certos casos de Mastopexia esta possa ser realizada em ambulatório. Cada paciente é um caso individual, nesta como em qualquer outra cirurgia, e como tal não pode haver só um tipo de conduta. Terá alta para casa, com pensos impermeáveis, de modo a poder tomar duche e com um soutien muito confortável. O pós-operatório não é doloroso, qualquer dor em repouso é controlada com analgésicos. Sentirá um desconforto, com tensão mamária e um desconforto ao mexer os braços, pois habitualmente faço uma técnica de suspensão ao músculo peitoral, de modo a que o resultado se mantenha durante mais anos, isto é, a mama fique mais subida e com melhor forma. Este desconforto vai diminuindo ao longo do primeiro mês. Poderá sentir também sensação de calor local. A sensibilidade da pele e complexo aréolo-mamilar como referi também diminui em maior ou menor grau consoante a técnica utilizada, é um processo individual e vai recuperando ao longo dos primeiros dois anos. Recomendo repouso dos braços durante a primeira semana, não podendo conduzir ou carregar pesos. Na maior parte dos casos poderá retomar o trabalho entre a segunda e a quarta semana, dependendo da profissão. O soutien deverá ser mantido ao deitar, pois dar-lhe-á sensação de segurança e, por outro lado, é importante na fase de recuperação imediata da mama. Por norma, realizo suturas intradérmicas pois deste modo não será necessário retirar pontos ou então só na aréola. Quando são deixados pontos na aréola, estes são removidos entre a segunda e a terceira semana. Deste modo as cicatrizes ficam muito finas e com poucas marcas. Claro que, como explico no capítulo das cicatrizes, o resultado final de uma cicatriz depende também do fator genético e só é alcançado ao fim de um a dois anos, podendo ser necessário realizar algum retoque após o período de estabilização de resultados. Estes retoques habitualmente serão realizados sob anestesia local e não implicam repouso dos braços a seguir. Ao fim de dois meses poderá apanhar sol, sempre protegida com soutien e filtro solar mesmo debaixo do soutien, durante o primeiro ano. Após este período, as entusiastas do topless poderão fazê-lo.

O soutien a utilizar suscita dúvidas, na minha opinião, deverá usar o soutien indicado de desporto durante o primeiro mês, após o que poderá usar qualquer tipo de soutien, desde que se sinta confortável. Embora as complicações sejam raras, podem ocorrer como em qualquer cirurgia. Assim, podemos ter infeções que podem atrasar o período de cicatrização e mesmo originar uma cicatriz de má qualidade. Nas grandes reduções e nas fumadoras pode ocorrer também Necrose cutânea e do complexo aréolo-mamilar, abrindo pequenas feridas ao nível da cicatriz, que vão demorar semanas a encerrar. Todas estas possíveis complicações levam a que haja necessidade posterior de correção das cicatrizes, resultando no final um bom resultado estético. Nas grandes reduções mamárias, pode também ocorrer formação de Quistos de gordura, resultantes de Necrose do tecido gordo da mama, são inofensivos, habitualmente assintomáticos e um achado da Mamografia no pós-operatório. É impossível obter um resultado em que as mamas sejam completamente simétricas, sendo aceitável pequenas assimetrias de tamanho e do nível das aréolas, pois a gordura da mama no pós-operatório comporta-se de maneira diferente em cada mama, com maior ou menor reabsorção. Algumas assimetrias têm indicação para ser corrigidas, outras não, tudo depende do grau. Estas correções são feitas com anestesia local e não obrigam a repouso. A tatuagem da periferia da aréola resulta muito bem, permitindo uma aréola bem definida. Esta tatuagem pode ser feita após estabilização da cicatriz entre quatro a seis meses.

 

 

 

Imagens antes e depois


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